A PATERNIDADE RESPONSÁVEL

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A PATERNIDADE RESPONSÁVEL

A Igreja recomenda que os casais sejam generosos para com Deus-Criador, tendo numerosos filhos. “Estejam todos certos de que a vida dos homens e a missão de transmiti-la não se confinam ao tempo presente nem se podem medir ou entender por esse tempo apenas, mas que estão sempre relacionados com a destinação eterna dos homens.”(1)
Entretanto, “por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo critérios objetivos da moral”(2).
“A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica.”(3)
Portanto, se houverem motivos graves para espaçar a gravidez (até mesmo por longo tempo ou por tempo indeterminado), somente através de métodos naturais, os casais poderão fazê-lo, nunca através de anticoncepcionais nem de meio algum que tire a fertilidade do ato sexual.
Os métodos naturais não fecham o ato sexual ao dom da vida, eles simplesmente se propõem a identificar os dias naturalmente férteis e inférteis do casal durante o ciclo menstrual. Se houverem relações somente durante os dias inférteis, a gravidez não ocorrerá.

1 Catecismo da Igreja Católica, n. 2371
2 Catecismo da Igreja Católica, n. 2368

3 Catecismo da Igreja Católica, n. 2370

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